O avanço da inteligência artificial tem ampliado os desafios no combate às fraudes digitais. A utilização de deepfakes, tecnologia capaz de reproduzir imagens e vozes com elevado grau de realismo, representa um risco crescente para pessoas e empresas, especialmente diante das lacunas na legislação penal e das dificuldades relacionadas à autenticidade e à produção de provas digitais.
Em artigo publicado no portal Migalhas, Valeska Lourenção e Giovanna Galeotti analisam o tratamento penal das fraudes praticadas por meio de imagens e vozes sintéticas, destacando os limites da legislação brasileira, os desafios da investigação criminal e a importância da preservação das provas digitais. As autoras ressaltam a necessidade de modernização dos mecanismos jurídicos e periciais, além do fortalecimento da cooperação entre os setores público e privado para prevenir e combater essas práticas.
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